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Ceftriaxona ou Penicilina para Sífilis?

10 AGO 2016
10 de Agosto de 2016

Artigo: Meta-analysis of ceftriaxone compared with penicillin for the treatment of syphilis

sifilis-vdrlAutores: Zhen Liang e mais

Fonte: International Journal of Antimicrobial Agents 47 (2016) 6–11

Local: China

Estudo: Os autores realizaram meta-análise comparando tratamento da sífilis com penicilina benzatina e ceftriaxona. Como critério, foram incluídos estudos abordando sífilis primária, secundária ou latente (terciária excluída), em pacientes sem alergia à penicilina.

Os desfechos foram observados através de seguimento com 3, 6 e 12 meses. Foram avaliados: (i) taxas de resposta e
(ii) taxas de recaídas. Resposta foi definida como redução ?4-vezes nos títulos VDRL/RPR , sem aumento de títulos no período.Recaída foi definida como aumento nos títulos após queda do VDRL/RPR  ?4-vezes. Soropersistência foi definida como manutenção dos títulos após tratamento, sem manifestações clínicas, e falha como aumento ?4-fold vezes após resposta inicial,título persistente ?1:64, ou progressão clínica da doença.

Resultados: De 969 artigos encontrados na busca bibliográfica, sete se encaixaram nos critérios de inclusão e exclusão. 281 pacientes fizeram parte da análise. Os esquemas de ceftriaxona foram bastante diferentes de acordo com o estudo. Um dos esquemas era de 2-6 g IM por dia, por dois dias, aé esquemas de uma dose diária de 1-2g por 14 dias.

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Dados consolidados mostraram equivalência entre penicilina benzatina e ceftriaxona nas taxas de cura em 3,6 e 12 meses.  O mesmo foi observado para as recaídas, falhas terapêuticas e soropersistência.

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Comentários: Este estudo é particularmente importante porque o desabastecimento de penicilina está se tornando um problema, além do próprio aumento na incidência da doença. O estudo sugere que, na ausência da penicilina, a ceftriaxona é uma alternativa segura, ainda mais que a doxiciclina, a segunda opção, leva a maior desconforto, risco de hepatotoxicidade e menor adesão ao tratamento.

Ainda assim são necessários estudos mais robustos, e principalmente, análise de subpopulações de risco: gestantes, recém-nascidos, imunodeprimidos, envolvimento do SNC.

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